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Descrição – A coloração popular é a de fundo claro (branco sujo) com pintas avermelhadas (chitas), ou de fundo vermelho com pintas chitas, variando por vários tons entre amarelo e vermelho-escuro. Na índia existe a coloração negra, mas é exceção, tanto quanto a coloração branca total. As orelhas são pendulosas, iguais a uma folha seca, formando uma dobra característica na extremidade, voltando para dentro (gavião). Não se admite marcas de despigmentação nas partes que recebem sol, tão pouco a coloração negra. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para trás. O perfil é ultra-convexo. Lateralmente os olhos são alinhados com a base dos chifres, característica essa considerada fundamental na Índia. A giba (cupim) é bem saliente nas fêmeas e avantajadas nos machos. O passo é longo, a marca do pé sempre atingindo a marca deixada pela mão, podendo até ultrapassá-la. (Os cruzamentos – na pecuária tropical, Editora Agropecuária Tropical Ltda, Uberaba-MG, 1999, Rinaldo dos Santos).

Leite – O Controle Leiteiro foi instituído em 1964 no Brasil, mas na Índia existem Controles Leiteiros desde o início do século XX. A produção média do rebanho nacional tem melhorado a cada ano de forma respeitável, as recordistas de produção ultrapassam 15.000kg em um ano de lactação. Os controles leiteiros oficiais são de responsabilidade da ABCZ, e a mesma utiliza estes dados na elaboração do Sumário Nacional de Touros, o qual tem a cada ano uma versão atualizada, indicando os touros de maior PTA, ou seja, que têm maior capacidade de transmitir o potencial leiteiro à sua progênie. – (completando o texto, favor atualizar).

Carne - As fêmeas pesam entre 400 – 650 kg, com recorde de 815 kg; os machos pesam entre 750 – 950 kg, com recordes acima de 1.100 kg. A carne de primeira é saborosa, oriunda de uma carcaça com rendimento entre 58 – 67%. Excelente para cruzamentos; os criadores de Brahman dos EUA utilizam o Gir para aprimorar o marmoreio da carne.

Gir Mocho – Atendendo o mercado foi produzido o Gir mocho, na década de 1940, com influência original do gado Mocho nacional e do Red Poll. Esta variedade continua em expansão, apresentando as mesmas características e funções que o Gir tradicional. O Registro Genealógico do Gir Mocho teve início em 1976. Os primeiros animais registrados foram: o touro Heleno e a matriz Rara, ambos de propriedade de João Inácio de Souza Filho, em Goiás.

Cruzamentos – O mais importante objetivando a produção leiteira é com a raça Holandesa. Esse cruzamento deu origem a uma raça sintética, a Girolando, cruzamento Gir X holandês. Também foi utilizado na criação das raças voltadas para a funcionalidade frigorífica como a Indubrasil e Brahman.
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